Saiba o que são as fintechs e porque estão tão populares

No campo das definições, o termo fintech pode ser definido de forma bem simples: “tecnologia financeira”, do inglês financial e technology (financeiro e tecnologia, respectivamente. Porém, na prática esse termo vai bem além dessa definição. Continue a leitura e confira o que uma fintech realmente é, e porque elas estão em alta.

Afinal, o que é fintech?

Fintech é a junção de duas palavras inglesas que traduzidas ao português se tornam “tecnologia financeira”. O seu contexto de uso está relacionado às startups ou empresas do segmento financeiro que utilizam a tecnologia como forma de inovação, trazendo produtos totalmente digitais aos seus clientes. Dessa forma, as fintechs carimbam a sua marca, diferenciando-se totalmente das empresas do setor financeiro que são mais tradicionais, como os bancos, por exemplo.

Dentre os produtos e serviços oferecidos pelas fintechs podem ser citados: conta digital, cartão de crédito, cartão de débito, seguros, empréstimos, entre outros. O grande diferencial dessas empresas é que elas dão muita liberdade aos seus clientes. Com isso, é possível, por exemplo, controlar saldos das contas, fazer compras online e muito mais, tudo diretamente do celular, sem a necessidade de visita à uma agência.

As fintechs, portanto, podem ser grandes aliadas daqueles que querem ter maior controle de sua vida financeira e não depender tanto dos grandes bancos tradicionais. Essa é a importância de conhecer mais sobre elas.

Por que o termo fintech é tão popular?

A inovação é sem sombras de dúvidas um componente fundamental da mudança de uma sociedade, e é por meio dela que novas facilidades são implementadas, conforme novas demandas surgem. Aqui, as fintechs têm o seu devido lugar assegurado, pois podem ser definidas como empresas altamente inovadoras – especialmente, em uma área tão sensível como a financeira.

Para que se tenha uma compreensão da importância das fintechs, um estudo realizado em 2018 pela Finnovation apontou que, no Brasil, essas empresas somavam um total de 377. Em todo o planeta, esse número ultrapassou a marca de 5,5 mil.

Apesar de toda essa inovação, não é um acontecimento comum unir tecnologia e finanças. Por exemplo, alguns estudos sugerem que o surgimento dos caixas eletrônicos, no final da década de 1960, só foi possível pelo uso da tecnologia. Iniciando-se, naquele momento, uma grande mudança nas vidas das pessoas, que não precisariam mais passar horas e horas esperando nas filas dos bancos.

Apesar dessa mudança, o que realmente mudou todo o cenário foi a popularização da internet ao longo dos anos 1990 e 2000. Com essa facilidade de comunicação em funcionamento, a divulgação de produtos se tornou mais fácil, o que levou a níveis de competitividade em todos os âmbitos da economia. Com isso, ficou muito mais fácil criar e divulgar um produto por meio dos canais digitais.

Fintech, portanto, seria essa união entre tecnologia da informação e serviços financeiros. 

Vantagens das fintechs

A fama das fintechs se deve bastante às soluções que são oferecidas por elas – geralmente, de forma inédita -, com menos burocracia e com uma dose de facilidade de uso dos aplicativos – normalmente, as soluções financeiras são acessadas por meio dos smartphones dos clientes-, além das taxas que normalmente são baixíssimas ou inexistentes, em alguns casos. 

Como exemplo, podemos citar os cartões de crédito sem cobrança de anuidade ou, então, as contas digitais disponibilizadas de forma totalmente gratuita. Tudo isso só pode ser oferecido por elas, graças aos baixos custos que elas têm (geralmente, são bem reduzidos, uma vez que elas nasceram na era digital). Dessa forma, é possível oferecer produtos financeiros sem taxas aos seus clientes, o que leva ao crescimento rápido.

Podemos dizer, portanto, que as fintechs já nasceram com o propósito de ajudar os seus clientes, oferecendo a eles soluções inovadoras, garantido maior vantagem, caso comparadas às instituições mais tradicionais.

E a segurança das fintechs?

Grande parte dos governos regulamentam e fiscalizam o setor financeiro de seus respectivos países. Isso porque é necessário que haja um controle do setor e que normas sejam seguidas para evitar quaisquer problemas nessa área. 

As empresas que criam produtos financeiros, como, por exemplo, cartões de crédito, meios de pagamento, precisam estar dentro dos parâmetros determinados pelas instituições locais. Aqui no Brasil, o Banco Central é o responsável por esse controle.

Por mais que as fintechs ofereçam serviços inovadores aos seus clientes, elas ainda assim, precisam seguir regras rígidas prescritas pelo Banco Central. Além disso, por não terem “tradição” (como os bancos famosos) no mercado, uma forma de garantir que a empresa é verdadeira, que existe e é transparente, é por meio de consulta ao banco de dados do Banco Central

Diferença entre fintech e startup

No surgimento de uma fintech, ela também pode ser uma startup. 

O que as fintechs trazem de diferente é justamente a inovação por meio da tecnologia.

As startups, por sua vez, são empresas inovadoras em fase inicial de desenvolvimento. Normalmente, não apresentam lucro, pois acabaram de estrear no mercado. Apesar disso, possuem grande potencial de crescimento rápido.

A grande diferença entre elas é que a startup não faz parte do setor financeiro. A atuação da startup pode estar fundamentada no mercado de entretenimento, alimentação, tecnologia, seguros, vestuário, entre outros.