Saiba como funciona uma conta conjunta e se ela é uma boa opção para você

Existem diversos tipos de contas bancárias nos dias atuais. Desde contas mais tradicionais, como conta corrente, até contas digitais. Um tipo de conta que talvez as pessoas não conheçam (pelo menos na prática) é a conta conjunta.

Mas afinal, o que é uma conta conjunta? Bom, de forma simplificada, ela permite que, pelo menos, duas pessoas possam compartilhar a titularidade da mesma conta, tendo com ela acesso ao saldo e as transações bancárias mais comuns como saques, depósitos e transferências.

Ela não se limita apenas a cônjuges e familiares, sócios de empresas também podem utilizá-las. Continue a leitura e confira do que elas se tratam e quais são as modalidades disponíveis.

Tipos de conta conjunta

As contas conjuntas podem ser divididas em duas categorias: conta solidária e conta não-solidária (simples). Confira a seguir as diferenças entre elas e qual a que melhor se encaixa em seu perfil.

Conta solidária

Nesta modalidade, os titulares — geralmente casais e familiares — têm mais liberdade para realizarem movimentações financeiras na conta. Por isso a conta solidária é mais indicada para essas pessoas. Com ela será possível fazer saques, pagamentos e transferências sem necessidade de autorização dos demais titulares.

Conta não-solidária ou simples

Diferentemente da conta solidária, a não-solidária não permite que um dos titulares faça movimentações financeiras livremente. Desse modo, caso uma das partes deseje sacar uma quantia, por exemplo, será preciso ter o aval de todos os titulares da conta. Este modelo de conta é mais comum entre sócios.

Somando-se a isso, caso alguém queira adicionar mais um titular a sua conta individual é possível, assim ela se transformará em uma conta conjunta. A vantagem desse método é que com ele não é preciso de todo aquele processo extremamente burocrático para a abertura da conta.

Encerramento e exclusão de titulares na conta conjunta

De modo geral, para que o encerramento de uma conta conjunta seja efetuada é necessário a presença de todos os titulares vinculados à ela. Isso porque será preciso decidir o destino do dinheiro ou das dívidas que estiverem pendentes. Vale ressaltar, que dependendo da instituição, apenas um dos titulares já é suficiente para resolver isso.

Para que um titular seja excluído da conta é preciso que os demais estejam de acordo e assinar um documento que ratifique a intenção. Se algum tipo de problema acontecer em relação à exclusão de titulares, há grandes chances de que a conta atual seja encerrada e uma nova seja aberta.

Conta-poupança conjunta

Assim como as contas correntes, há a possibilidade de abrir uma conta-poupança conjunta. E também há duas modalidades disponíveis: a simples e a solidária. Tudo vai depender das relações entre os titulares.

Desse modo, os membros da conta-poupança conjunta poderão fazer movimentações financeiras, e para isso o banco também poderá fazer emissão de cartões magnéticos. Vale ressaltar que tanto os rendimentos quanto as despesas relativas à conta são compartilhados entre os titulares.

Falecimento de um dos titulares

Quando um titular vem a falecer é preciso informar o banco do acontecimento para que as devidas medidas sejam tomadas. Caso a conta seja do tipo simples, não será preciso fazer transações, já que é preciso que todos os titulares concordem para que elas aconteçam. Sendo assim, o saldo disponível deverá ser redistribuído depois que a conta for encerrada.

No caso das contas solidárias, os titulares vivos podem continuar fazendo transações, uma vez que não é preciso que todos os membros concordem. Porém isso pode não ser a melhor opção a se fazer, já que, dependendo da situação, as transações podem ser consideradas ilegais e o valor disponível na conta pode ser inventariado.

Conta conjunta ou individual?

Abrir uma conta conjunta pode parecer uma ótima solução, a depender das pessoas envolvidas. Porém, é bom que se tenha em mente que para que a parceria funcione bem, as partes devem estar em comum acordo sobre o que estão prestes a fazer. Detalhe, o histórico bancário fica disponível para todos os titulares.

Alguns podem olhar para a conta corrente como uma espécie de limitadora da independência financeira. Porém isso não é bem verdade. Tudo vai depender do nível de planejamento das pessoas que partilham da conta.

Por isso é importante que os titulares de uma conta conjunta se sentem à mesa e discutam os gastos que terão durante o mês, por exemplo. Planejamento é fundamental para que as coisas funcionem bem. Dessa forma, desentendimentos e discussões serão evitados.

Caso um casal opte por abrir uma conta conjunta, mesmo que tenham casado em regime de separação de bens, se houver separação no futuro, o dinheiro disponível na conta deverá ser dividido igualmente.

Apesar dessas coisas, a conta conjunta tem a vantagem de concentrar todos os gastos em um único lugar — o que facilita a administração e o controle dos gastos. Além disso, planejar a compra de um imóvel, viagem ou até mesmo automóvel, se torna mais fácil quando o saldo da conta está bem controlado.