PIB brasileiro cresce 1,2% no primeiro trimestre de 2021

Divulgado nesta terça-feira (1º de junho) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil teve crescimento de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre deste ano. Em valores líquidos, o PIB brasileiro alcançou o patamar de R$ 2,048 trilhões no período.

Ainda de acordo com os números disponibilizados pelo IBGE, houve expansão da economia brasileira no início do ano, porém com o nível de recuperação um pouco desacelerado, especialmente após a melhora de 3,2% no 4º trimestre do ano passado.

Comparando os valores do trimestre com os do ano anterior (2020), houve crescimento de 1%.

O resultado surpreendeu. De acordo com projeções de 55 instituições financeiras e consultorias, a mediana estava na casa dos 0,7% no comparativo com o 4º trimestre, e apenas 0,5% com o primeiro trimestre do ano passado.

Patamar pré-pandemia no primeiro trimestre

Segundo o IBGE, com o resultado do primeiro trimestre do ano é possível afirmar que voltamos ao patamar pré-pandemia, do quarto trimestre de 2019. Porém ainda está cerca de 3,1% abaixo do apogeu da atividade econômica do país, que foi alcançado no primeiro trimestre de 2014.

O PIB (Produto Interno Bruto) serve como termômetro para medir a evolução econômica de um país, pois ele é a soma de todos os bens e serviços que são produzidos dentro de uma economia.

Confira os principais responsáveis pelo resultado positivo do primeiro trimestre de 2021:

  • Serviços: 0,4%;
  • Indústria: 0,7%;
  • Agropecuária: 5,7%;
  • Consumo das famílias: -0,1%;
  • Consumo do governo: -0,8%;
  • Investimentos: 4,6%;
  • Exportação: 3,7%;
  • Importação: 11,6%;
  • Construção civil: 2,1%.

Projeções para 2021

Mesmo que haja preocupações e incertezas em relação à pandemia de forma geral, e mais especificamente em relação ao ritmo da vacinação no país, os números apontados por especialistas da área econômica têm sido animadores. Isso levou a uma série de revisões nas projeções feitas nos últimos meses em relação ao crescimento do PIB em 2021.

Nessa última semana, estimativas do mercado financeiro foram atualizadas, subindo o avanço da economia no consolidado no ano para a margem de 3,96%, com analistas fazendo projeções que superam o percentual de 4%.

O Ministério da Economia estima que o PIB deva crescer algo em torno de 3,5% em 2021, no entanto, o ministro Paulo Guedes afirma que o crescimento do país pode chegar de 4,5% a 5%.

Para a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a previsão de crescimento para o PIB brasileiro manteve-se em 3,7%, porém salientou que o Brasil deverá crescer em um ritmo menor que a média mundial.

No começo da pandemia, em 2020, o Brasil teve a sua economia encolhida em 4%, sendo a maior contração que o país já enfrentou desde que a série histórica do IBGE se iniciou em 1996. Isso tirou o Brasil do ranking das 10 maiores economias mundiais.

Cenário pós-vacinação no Brasil e no mundo

A vacinação contra o coronavírus no país ainda está longe dos patamares esperados pelas organizações de saúde internacionais, no entanto, há de se considerar que o país conta com muitas limitações logísticas e de cunho político.

Mesmo que o cenário sanitário possa piorar em razão das novas variantes que se espalham aqui no país, o setor econômico tem tentado recuperar os meses de prejuízo causados pelas medidas restritivas decorrentes da pandemia. Em muitas cidades do país é cada vez mais comum observarmos pessoas pelas ruas indo ao trabalho e lojas, mesmo que de forma tímida, reabrindo.

Ainda que as previsões das organizações e instituições financeiras mundiais sejam um pouco pessimistas, especialmente em relação ao que o país poderia crescer caso comparado há uma década, não se pode esquecer que o mundo inteiro foi atingido brutalmente na área econômica e que o crescimento de 1,2% do primeiro trimestre deste ano comparado ao de 2020 é um motivo para comemorar e não lamentar.

Existe uma tendência crescente, especialmente nos países menos favorecidos economicamente, de afrouxar um pouco as medidas restritivas para que a atividade econômica não seja totalmente sufocada. Evidentemente, essa não é a melhor medida de prevenção contra a pandemia, porém ela se encaixa perfeitamente nas necessidades de milhões de pessoas que não são assistidas por seus respectivos governos por diversas razões.

Em um momento tão ímpar da história da humanidade, muitas questões ainda permanecem sem respostas. Algumas delas parecem estar no caminho de se chegar a uma solução, exemplo disso são as diversas vacinas que deram uma luz e um pouco de esperança a todos os moradores do planeta.

Já em relação ao sustento familiar, vale lembrar que os instintos humanos mais básicos de subsistência gritam dentro de milhões de almas pelo mundo afora. Garantir comida na mesa é, infelizmente, o maior desafio dos chefes de família. Procurar uma fonte de renda para que não se passe fome é essencial para milhões de pessoas, aqui no Brasil e em outros países. Pode-se afirmar que no Brasil, o crescimento de 1,2% do PIB neste primeiro trimestre é, sem dúvidas, um sinal claro de melhoria, especialmente para os mais frágeis da nossa sociedade.