Entenda como funciona um código de barras

Por toda a história, verificamos que, por vezes, a mudança pode ser recebida de uma forma não tão amigável. Por outro lado, outras podem rapidamente se tornar grandes facilitadoras da humanidade, especialmente, aquelas que são utilizadas no cotidiano das pessoas.

O código de barras foi uma dessas facilidades que veio facilitar e revolucionar a forma como a informação era lida. Especialmente quando havia a necessidade de se fazer pagamentos em uma época em que os processos eram muito mais tradicionais e demorados.

A invenção do código de barras permitiu que fazer pagamentos de compras no supermercado, boletos, entre outros, fossem realizados de forma muito mais simplificada. Atualmente, eles estão presentes, praticamente, por toda a parte.

Continue a leitura e conheça como o código de barras funciona e como ele foi inventado. 

O que é um código de barras?

Assim como o nome sugere, o código de barras nada mais é do que uma sequência de barras verticais que tem a finalidade de guardar informações. Já que essas barras fazem referência a determinados números, a leitura deles é feita de forma rápida, uma vez que o código é escaneado. Desse modo, a identificação de qualquer item cadastrado é feita com muita rapidez.

Toda essa rapidez proporcionada pelos códigos de barras foi fundamental para que ele fosse implantado nos mais diversos tipos de estabelecimentos. Assim, o pagamento em lojas, por exemplo, pode ser realizado com muito mais agilidade. Além disso, linhas de produção e até mesmo centros médicos, por exemplo, utilizam essa tecnologia na identificação de pacientes e medicamentos.

Funcionamento do código de barras

A leitura do código de barras é realizada a partir de um sensor que emite laser. Um exemplo deles é aquele que pode ser encontrado nos checkouts dos supermercados.

A luz do laser incide sobre as partes brancas do código (entre as barras) e é captada. Com um computador conectado ao leitor de código de barras será possível identificar os padrões de luz refletidos no momento da leitura, ligando esses padrões aos números correspondentes de cada item devidamente cadastrado no sistema.

Para o correto funcionamento, é importante lembrar que o código de barras precisa de um leitor adequado e um sistema que seja capaz de combinar os números que estão cadastrados no próprio leitor com as informações relativas a cada um deles.

Um exemplo claro disso é que uma dada sequência de números equivale a um produto na base de dados.

O processo de decodificação acontece rapidamente. E um dos fatores que contribuem para que isso ocorra é o fato do código ser processado por partes. Desse modo, determinadas informações ficam agrupadas em uma parte específica do código.

Imaginemos as etiquetas utilizadas em produtos dos mais variados tipos, por exemplo. À esquerda do código, encontramos o primeiro grupo de barras. Eles informam ao sistema que é ali o início do código e que a leitura pode prosseguir. Em certa medida, ele faz o espelhamento dos últimos blocos, que sinalizam o final do código.

Uma vez que existe uma associação de números nessas duas sequências, o sensor consegue captar exatamente a ordem de leitura mais apropriada — desse modo, mesmo que a etiqueta não esteja na orientação correta, a leitura será realizada sem problemas.

Depois disso, segue-se uma sequência que normalmente refere-se ao código do produtor do item (a marca fabricante). No meio do código, geralmente se encontra a sequência que se relaciona ao produto em si (por exemplo, um item de vestuário).

De forma análoga aos códigos de barras de produtos, os boletos seguem a mesma lógica. Cada informação referente ao boleto está agrupada por regiões. Por exemplo, o valor do boleto se encontra geralmente no final do código.

Surgimento do código de barras

O surgimento do código de barras está diretamente relacionado ao código Morse. Quer dizer, a invenção dele foi inspirada na forma como o código Morse funcionava. Deveria existir um sistema capaz de ler informações, tendo como referência padrões de barras verticais e números. A ideia da dupla Joe Woodland e Bernard Silver se tornou uma patente em 1949.

Com a invenção, não seria mais necessário perder tanto tempo nas filas dos caixas esperando pela cobrança de produtos. Assim, em 1974, o código de barras foi usado pela primeira vez (de forma comercial) em um supermercado.

Foi a partir desse momento que o código de barras começou a ter a sua utilização de forma mais ampla, ganhando padrões mais internacionalizados e, consequentemente, evoluindo para formas mais atuais como o QR Code. 

No mais, a utilização tanto do código de barras quanto do QR Code é a mesma: facilitar a leitura de informações.

As facilidades que o código de barras trouxe para a humanidade são incalculáveis. Hoje, ele pode ser visto como uma tecnologia um tanto quanto trivial, porém há de se reconhecer que a sua utilização é essencial nos dias de hoje.

É claro que novas formas de pagamento estão se tornando cada vez mais populares e que, aos poucos, essas tecnologias do final do século passado estão se tornando obsoletas. Porém, elas não precisam sumir por completo. Inovações e melhorias nessas tecnologias são sempre bem vindas, tudo para o bem-estar da humanidade.