Conheça um pouco do trabalho da Embrapa no estímulo do setor agrário brasileiro

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é uma estatal vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. A empresa foi fundada em 1973 pelo presidente Emílio Garrastazu Médici.

O objetivo da empresa pública é o desenvolvimento de conhecimentos, tecnologias, e informações técnico-científicas voltadas para o setor da agricultura e pecuária do país.

A missão da Embrapa é garantir que  soluções de pesquisas, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, sejam feitas em prol da sociedade brasileira.

A atuação da estatal em conjunto com a sociedade está fundamentada numa estrutura organizacional constituída de Unidades de Pesquisa, Unidades de Serviços e Unidades Centrais. Os Centros de Pesquisa da Embrapa estão espalhados por todo o território nacional, assim como as suas ações de pesquisa abrangem todo o país.

A Embrapa é membro do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária-SNPA, que engloba também instituições públicas federais, estaduais, fundações e empresas privadas que executam pesquisas em diversas áreas de forma cooperada.

No âmbito internacional, a estatal mantém acordos bilaterais de cooperação técnica com vários países e instituições, assim como acordos multilaterais com organizações internacionais. 

Importância da Embrapa para o agronegócio

Como essa empresa pública é um grande centro de pesquisa, ela tem um papel muito importante e estratégico no desenvolvimento científico e prático em todo o país. O conhecimento técnico-científico disponibilizado pela estatal garante ao agronegócio uma maior chance de crescimento dentro e fora do Brasil.

Qual a importância do agronegócio para o Brasil?

O agronegócio, que também pode ser chamado de agribusiness, é um termo bastante utilizado no contexto da produção agropecuária, abrangendo todas as técnicas, equipamentos, e serviços relacionados ao setor, de forma direta ou não.

Dessa maneira, esse setor da economia engloba uma série de atividades que incluem a produção agrícola propriamente dita, o desenvolvimento de maquinários agrícolas, a industrialização de produtos, a demanda por adubos e fertilizantes e o desenvolvimento de tecnologias que sejam capazes de abarcar todas essas atividades.

Apesar do imaginário popular desenhar o agronegócio como algo que está exclusivamente relacionado ao campo, não é bem assim que é a realidade. Além do campo, o agronegócio conversa muito bem com o meio urbano, sendo umas das formas de promover as atividades rurais às da cidade. Isso acontece porque o agronegócio se moderniza com o tempo, tornando-se cada vez mais dependente da infraestrutura das cidades.

Existe, portanto, uma inter-relação entre os três setores da economia: o primário (agropecuária), o secundário (indústrias de tecnologias e de transformação das matérias primas) e o terciário (comercialização e transporte de produtos provenientes do campo).

Uma das principais características da produção em se tratando de agronegócio é a concentração de investimentos. E isso, tanto na produção quanto nos elementos que proporcionam uma melhor execução.

Desse modo, estudos relacionados com o campo e com a biotecnologia, e até mesmo com a meteorologia integram-se nesta atividade. Para que haja uma melhor aplicação dos investimentos no que realmente é importante focar.

O agronegócio do Brasil é um dos mais bem vistos do mundo, especialmente em se tratando de exportações. O país figura entre os maiores exportadores mundiais de café, açúcar e cana-de-açúcar; além disso, o Brasil também é o segundo maior exportador de carne bovina e o maior quando o assunto é frango. A tendência é que com os lucros, ainda mais investimentos sejam feitos no setor, garantindo assim, altas estimadas em até 40% nos próximos anos, de acordo com a pasta responsável pelo setor.

Críticas ao agronegócio

As críticas que o agronegócio sofre, tem como fundamentação duas concepções: uma de viés ambiental e o outro de cunho econômico-social. Começaremos pela primeira delas.

No contexto político é muito comum haver disputas entre os ruralistas e os ambientalistas. Os ambientalistas costumam acusar os ruralistas de serem os responsáveis pela expansão sem controle das terras aptas para o cultivo no território nacional, o que leva a diminuir as reservas ambientais e áreas verdes disponíveis, dentre outras queixas.

Por outro lado, as críticas de cunho social estão relacionadas com os movimentos campestres, como, por exemplo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) que culpa o agronegócio de reforçar o processo de concentração fundiária, o que leva a um número cada vez menor de investidores a terem cada vez mais terras.

Embrapa, empresa estratégica para o desenvolvimento do país

Independentemente de como o agronegócio possa ser visto, se com bons olhos ou não, é essencial ressaltar a importância desse setor não somente para o desenvolvimento e abastecimento — primeiramente nacional, depois regional e por último, em nível mundial — como também para a valorização do país como um produtor e exportador de excelência frente a outros países.

A Embrapa é uma das ferramentas fundamentais para que o Brasil alcance patamares cada vez mais elevados nesse quesito. Esse é o motivo da existência dela; como dito anteriormente ela fornece uma estrutura de pesquisa em diversas áreas relacionadas ao setor, que garantirão que, cada vez mais, os recursos que o país tem a sua disposição sejam aproveitados de forma consciente, levando em consideração o desenvolvimento sustentável.