Como acionar a proteção do Fundo Garantidor de Crédito – FGC na prática

A instituição financeira em que investi quebrou. E agora?

Se você está nessa situação, aprenda aqui o passo-a-passo para acionar o Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, e reaver suas economias.

Seu banco ou corretora teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central e a primeira pergunta que vem à sua mente é: “como vou ter meu dinheiro de volta?”.

Você fica desesperado, começa a procurar informações na internet, começa a sofrer achando que jamais verá de novo suas economias e então se lembra de ter lido em algum lugar ou ter ouvido do seu corretor que o investimento era seguro e que ele contava com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito que faria a restituição de todos os valores caso a saúde financeira da instituição se degradasse.

Você começa a se acalmar e, pesquisando, aprende um pouco sobre o que é o FGC. Mas mais uma vez fica nervoso pensando “e se não funcionar?”.

Pesquisa um pouco mais e encontra este post que vai te ajudar no passo-a-passo para colocar de novo as mãos na sua preciosa economia.

O FGC funciona?

Sim! O FGC funciona na prática e por meio dele é possível obter de volta o dinheiro investido acrescido dos juros e da rentabilidade do período que vai desde o momento da aplicação até o momento da decretação da liquidação extrajudicial da instituição financeira.

No entanto, o que você precisa saber, é que não é um processo imediato e você já deve contar com a demora de alguns dias para a financeira fazer todo o ajuste e você ser orientado para comparecer a uma agência de outra instituição financeira e realizar o resgate de seus valores.

De fato, quando você realiza determinados investimentos, para que se sinta estimulado a abrir a carteira e assumir riscos, precisa sentir confiança e é exatamente para isso que o conjunto de bancos destina certas quantias para o Fundo Garantidor de Crédito a fim de que ele possa ressarcir o investidor e assim gerar confiança no funcionamento do mercado como um todo, atraindo assim mais investidores que se sentem seguros para diversificar seus investimentos e riscos na tentativa de obter maiores ganhos.

Assim, o FGC protegerá os credores das instituições financeiras utilizando o saldo dos depósitos feitos pelo conjunto das próprias instituições, mas mediante algumas condições como tipo de investimento e limite máximo de valor por pessoa.

Quais investimentos contam com proteção do FGC?

Esta é uma informação da maior importância. Você somente contará com garantia do FGC se tiver feito determinados tipos de investimentos listados no próprio site do Fundo Garantidor de Crédito como:

– depósitos a prazo, com ou sem emissão de Recibo de Depósito Bancário – RDB ou Certificado de Depósito Bancário – CDB;

– poupança;

– letras de câmbio – LC;

– letra de crédito imobiliário – LCI;

– letra de crédito do agronegócio – LCA;

– letras hipotecárias – LH;

– depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio e outros.

Ainda, a proteção ocorrerá somente dentro do limite de até R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) por pessoa (CPF) e até R$250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) por instituição financeira que teve a liquidação decretada.

Assim, se você investiu em produto não listado ou em valor que supera o limite de duzentos e cinquenta mil reais, infelizmente você não contará com a proteção do FGC e, provavelmente, seus recursos estarão perdidos.

Como proceder na prática?

Confirmada a “quebra” da instituição financeira, seus registros de operações não estarão perdidos e podem ser identificados por meio de registros na Bolsa de Valores, por exemplo, consultando-se o site da B3.

O primeiro passo, então, é identificar, por meio da B3, extratos e outros registros, qual era a quantia e quais eram os investimentos que você havia feito junto à instituição.

Identificados os valores e investimentos feitos, você deverá entrar em contato com a instituição financeira e/ou o Banco Central para receber orientações sobre em qual banco comparecer com seus documentos para realizar o resgate de seus investimentos.

Visite o site da financeira, do FGC e do Banco Central, aguarde e siga as instruções com cautela, já que não é você que escolhe em qual agência bancária e em qual instituição comparecer para solicitar seu resgate.

Fique atento pois o resgate não é automático e os valores não serão destinados a outra conta mantida em seu nome automaticamente. Será necessário se deslocar, se apresentar perante a agência indicada, se identificar e proceder conforme orientações.

Na agência indicada você assinará um termo de cessão de crédito em favor do FGC e sofrerá a retenção do imposto de renda aplicável, se o caso, recebendo o saldo em dinheiro do próprio FGC.

O próprio FGC paga a transferência dos valores para a conta de destino indicada por você caso não possua ou não queira manter os valores no banco indicado para comparecimento.

Se essas informações foram úteis para você, siga os demais conteúdos nos posts do nosso blog e aprenda mais sobre investimentos e educação financeira.